terça-feira, 3 de julho de 2012

Aeróbico e Anaeróbico

 
Geneticamente falando, os termos aeróbio e anaeróbio se referem à presença e  a  ausência  de  oxigênio,
 respectivamente.  Embora haja essa diferenciação, é importante salientar que nenhuma atividade  física
 é estritamente aeróbia ou anaeróbia.  O que acontece é a predominância de uma ou  outra,  influenciada
 por fatores como respiração, intensidade e duração.

 Exercício aeróbio:  São aqueles que temos condições de suportar por  períodos  prolongados,  realizados
 com movimentos leves e moderados sem nos sentirmos desconfortáveis ou cansados, com predomínio do
 sistema de produção de energia em que o oxigênio tem participação direta.   Nas atividades aeróbicas,  o
 principal combustível utilizado pelo organismo são as gorduras.
 É essa forma de produção de energia que nos permite executar tarefas com grandes  grupos  musculares
 por um tempo considerável, sem chegarmos ao cansaço.                                                                                                     São exemplos de exercícios aeróbios: Caminhar, correr, andar, pedalar, nadar, dançar, etc.
 Existe uma variedade de  benefícios  para  a  saúde:  fortalecimento dos músculos envolvidos na respira-
 ção, fortalecimento e aumento do  músculo  cardíaco,  diminuição  da pressão arterial,  elevação  do  nu-
  mero de células vermelhas no sangue, melhora da  circulação  sanguínea, aumento  do  fluxo  sanguíneo
 nos músculos, ajuda a emagrecer e combater o estresse. 
 Em geral todo exercício que ultrapasse 3 minutos  de  duração  tem  características  predominantemente
 aeróbicas, porém para se obter resultados no aprimoramento cardiovascular e  respiratório,  segundo  a
 grande maioria dos pesquisadores, necessita-se de no mínimo 10 minutos de atividade  aeróbia  contínua
 e dentro dos limites mínimos e máximos da freqüência cardíaca de treinamento individual.
 Portanto para ocorrer esta elevação significativa da frequência cardíaca, os exercícios em geral  deverão
 ser aqueles que movimentem grandes grupos musculares, como por exemplo, os membros inferiores (co-
 xas e pernas).
 E se o objetivo for “queimar” gordura para emagrecer, exercícios musculares de força associados  a  ati-
 vidades aeróbias de longa duração (pelo menos de 20 minutos), também com controle da frequência car-
 díaca de treinamento individual, parecem ser a combinação ideal.
 Caracterizam-se portanto estas atividades aeróbicas em  apresentarem  uma  intensidade  relativamente
 baixa (pouca carga de trabalho), porém com um volume aumentado (maiores tempos de execução).
 Durante a prática de exercícios aeróbios, a frequência cardíaca indica se  a  intensidade  da  atividade  é
 adequada.  Controlando a frequência, você também evita ultrapassar o nível seguro de esforço para  seu
 organismo.
 A forma  mais simples de determinar a frequência cardíaca é sentindo o pulso no pescoço ou no punho.
 Para descobrimos qual a FCMáx atingida durante uma atividade, basta substituir,  na  fórmula  abaixo,
 o fator idade pelos anos de vida.
FCMáx = 220 – idade
 Intensidade do trabalho – Para pessoas que estão iniciando um programa de exercícios aeróbico  ou  no
 retorno das atividades após um período de interrupção, ou para grupos especiais, deve-se  utilizar  50%
 para o limite inferior e 60% para o superior da FCMáx.   Já na zona Aeróbia  lipolítica  que  é  utilizada


 para melhorar o condicionamento físico aeróbio e nos programas de emagrecimento, devido ao alto per-
 centual de utilização das gorduras como sibstrato energético deve-se utilizar de 60% a 70% da FCMáx.
 Para as pessoas que buscam a melhoria da performance, sendo desaconselhável para iniciantes.  Pela al-
 ta intensidade do esforço que é de 70% a 80% da FCMáx.  A fonte energética predominante nesta inten-
 sidade é o glicogênio.
 Exercício anaeróbio: São atividades de duração curta e intensidade alta.  O  exercício anaeróbico  utiliza
 uma forma de energia que independe do uso do oxigênio, daí o termo anaeróbico.   Envolve  um  esforço
 intenso realizado por um número limitado de músculos.  São exemplos de exercícios anaeróbicos os exer-
 cicios de velocidade com ou sem carga, de curta duração e alta intensidade, como a corrida de  cem  me-
 tros, os saltos, o arremesso de peso.  Exercícios de força ou exercícios resistidos, com peso como a muscu-
 lação também é considerada um exercício anaeróbio.  Entre os benefícios estão o aumento da força e  da
 resistência de tendões e ligamentos, redução da gordura e aumento da massa muscular.
 Nos exercícios anaeróbios a fadiga muscular surge mais rapidamente e os  exercícios  são  realizados  de
 forma interrompida, para intercalar períodos de descanso com períodos de atividade.

A Educação Física no Brasil

 
 Os índios – No Brasil colônia – Os primeiros habitantes, os índios, deram pouca contribuição
 a não ser os movimentos rústicos naturais tais como nadar, correr atrás da caça, lançar, e  o
 arco e flecha.  Na suas tradições incluem-se as danças, cada uma com significado  diferente:
 homenageando o sol, a lua, os Deuses da guerra e da paz, os casamentos, etc.   Entre os  jo-
 gos incluem-se as lutas, a peteca, a corrida de troncos entre outras que  não  foram  absorvi-
 das pelos colonizadores.  Sabe-se que os índios não eram muito fortes e não  se  adaptavam
 ao trabalho escravo.

 Os negros e a capoeira – Sabe-se que vieram para o Brasil para o trabalho  escravo  e  as  fu-
 gas para os Quilombos os obrigavam a lutar sem armas contra os capitães-do-mato, homens
a mando dos senhores de engenho que entravam mato a dentro para recapturar os escravos.
 Com o instinto natural os negros descobriram ser o próprio corpo uma  arma  poderosa  e  o
 elemento surpresa.  A inspiração veio da observação da briga dos animais e das  raízes  cul-
 turais africanas.  O nome capoeira veio do mato onde entrincheiravam-se para treinar.    “Um
 estranho jogo de corpo dos escravos desferindo coices e marradas, como se fossem  verda-
dadeiros animais indomáveis”. 

No período colonial a Educação Física era ministrada por pessoas ligadas a linha  militarista,
 funcionandoaté 1759, como instrumento de controle do corpo e da mente com finalidades hi- giênicas e morais.O aprendizado intelectual da época era realizado pela manhã e  os  exercí-
 cios físicos eram executados  noperíodo da tarde, como forma de liberar as tensões que lhe
 estavam sendo impostas.

Brasil Império – Chega-se ao Brasil império e começam a aparecer os  primeiros  documen-
tos escritos tratando da Educação Física, enfocando principalmente os conceitos de higiene.
D. Pedro  II,  defensor dos exercícios físicos, presidiu diversas conferênciasna então Escola
 Normal defendendo o tema.   Nestaépoca a educação era dividida em educação intelectual,
 Moral e física.
 A Educação Física deste períodotem como principal preocupação a melhoria da saúde e da
 higiene da população, com marcante  presença de doutrinas naturalistas, nacionalistas e mi-
 litares.
Em 1851 a lei de nº 630 inclui a ginástica nos currículos escolares.   Embora Rui Barbosa não 
 quisesseque o povo soubesse da história dos negros, preconizavaa obrigatoriedade da
 Educação Física primária e secundária, praticada 4 vezes por semana durante 30 minutos.

Brasil República – Essa foi uma época onde começou a profissionalização da Educação Físi-
ca.  Aspolíticas públicas – Até os anos 60 o processoficou limitado ao desenvolvimento das
 estruturas organizacionaise administrativas especificas tais como:Divisão de Educação  Fí-
 sica e o Conselho  Nacional de Desportos.

Os anos 70, marcado pela ditadura militar, a Educação Física era usada, não para fins educa-
 tivos, masde propaganda do governo sendo todos os ramos e níveisde ensino voltada para
 os esportes de alto rendimento.
Nos anos 80, este modelo começou a ser contestado.  Como o Brasil não se tornou uma na-


ção olímpica e as competições de elite não aumentaram significativamente, iniciou uma crise
 na educação física, considerando que esse modelo era falho, originando assim algumas mu-
 danças politicas educacionais.  Onde antes a prioridade era a iniciação desportiva de quinta
a oitava, agora a proposta era introduzir  a  educação de primeira a quarta, com objetivo do
 desenvolvimento psicomotor do aluno.

Nos anos 90 o esporte passa a ser visto como meio de promoção à saúde acessível a todos
 manifestada de três formas: esporte educação, esporte participaçãoe esporte performance.
 Atualmente – A Educação Física voltada para a manutenção da qualidade de vida do serhu-
 mano atuando de forma individual ou coletiva, em clubes, escolas, hotéis e academias, con-
 domínios, empresas, clínicas de recuperação, prefeituras e escolas, etc.

Alterações Posturais

 
A postura do homem sofreu várias alterações no decorrer da história e da evolução do  ser  humano,  de
 modo que a coluna vertebral, em razão de sua constante posição vertical  e  das  cargas  que  pressionam
 determinadas áreas, passou a apresentar doenças e  degenerações.   A  coluna  vertebral  funciona  como
 uma espécie de alicerce para que o restante do corpo possa se sustentar, sendo que  esta  sustentação  de-
 pende de um equilíbrio muscular dinâmico.
 Quem nunca sentiu uma dorzinha na coluna?  Dados da Organização Mundial  de  Saúde (OMS)  apon-
 ta que 85% da população mundial enfrenta ou vai enfrentar este mal durante a vida.  O incômodo  pode
 ter vários motivos, principalmente a postura incorreta em atitudes como andar curvado, ficar  horas  de
 frente para o computador e deitar ou sentar de forma errada.  Também causam problemas levantar pe-
 sos excessivos, sedentarismo, obesidade, traumas, distúrbios hereditários, etc.
 A má postura pode causar desvios posturais tais como, cifose dorsal, lordose lombar  e  escoliose.   Esses
 desvios podem levar ao uso incorreto de outras articulações, tais como as dos  ombros,  braços,  articula-
 ções temporo-mandibulares, quadris, joelhos e pés.  Manter posturas erradas por tempo prolongado pó-
 de acarretar alterações posturais ocasionando enrijecimento das articulações vertebrais e encurtamento
 dos músculos.
 Lordose: É o aumento anormal da curvatura lombar levando a uma acentuação da lordose lombar  nor-
 mal (hiperlordose).  Os músculos abdominais fracos e protuberantes são fatores  de  risco.   Caracteristi-
 camente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades  que
 envolvem a extensão da coluna lombar, tal como ficar em pé por muito tempo. A flexão do tronco usual-
 mente alivia a dor, de modo que a pessoa frequentemente prefere sentar ou deitar.
 Cifose: É definida como um aumento anormal da concavidade posterior  da  coluna  vertebral  sendo  as
 causas mais importantes dessa deformidade , a má postura e o condicionamento físico insuficiente.
 Escoliose: É a curvatura lateral da coluna vertebral, podendo ser estrutural ou não  estrutural.   A  pro-
 gressão da curvatura na escoliose depende, em grande parte, da idade que ela inicia e na  magnitude  do
 ângulo da curvatura durante o período de crescimento na adolescência, período este onde  a  progressão
 do aumento da curvatura ocorre numa velocidade  maior.   O  tratamento  fisioterápico  usando  alonga-
 mentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro.
 A Postura ideal
 Uma boa postura é a atitude que a pessoa assume utilizando a menor quantidade de esforço muscular e,
 ao mesmo tempo, protegendo as estruturas de suporte contra traumas.
 O melhor amigo da coluna vertebral são músculos relativamente fortes para  ajudar  na  sustentação  do
 corpo, mas principalmente, músculos muito bem alongados que  facilitem  a  mobilidade  e  diminuam  a
 compressão  sobre as vértebras.  Portanto, se quisermos tratar ou mesmo prevenir problemas  posturais
 que possam levar a futuros incômodos, o alongamento e os  exercícios  de  musculação,  surgem  como  o
 principal auxiliar, uma vez que darão ao músculo a tonicidade e a flexibilidade necessária. 
 Cuidados posturais na infância
 Grande parte dos casos de desvios posturais em adultos tem origem na infância das  pessoas  afetadas,  e


 no fato de que seus país , professores e responsáveis não deram a devida importância ao modo como elas
 se sentavam, caminhavam, e, mesmo a sua posição enquanto dormiam. 
 Enquanto eram crianças, essas pessoas adotaram posturas erradas.  Como não foram corrigidas ou aler-
 tadas sobre isso, e muito menos tratadas de modo conveniente, elas formaram vícios posturais que,  com
 o seu desenvolvimento físico ao longo de suas vidas, transformara-se em problemas bem mais graves, co-
 mo lordose  e cifoses, por exemplo, hoje tão comum em grande parte da população brasileira.
 É na infância, quando o corpo se desenvolve rapidamente, que costumam surgir os primeiros problemas
 relacionados à postura.
 As causas mais comuns para a má postura adotada pela criança têm relação direta com suas  caracterís-
 ticas físicas.  Durante a fase de crescimento, por exemplo, é comum vermos jovens que tendem a curvar-
 -se sobre o próprio corpo em busca de um equilíbrio melhor; de garotas que (envergonhadas)  passam  a
 andar encolhidas para esconder os seios em desenvolvimento; de jovens obesos  que  esforçando-se  para
 sustentar o peso de seus corpos, desenvolvem diversos tipos de desvios posturais. 
 Identificando problemas posturais
 Os problemas posturais surgem cada vez mais cedo.  Quanto antes for percebidos e tratados, mais  rápi-
 do é o tratamento.  Mas se não forem tratados, maiores poderão ser os problemas na vida adulta e velhi-
 ce.   Se a criança tiver o hábito de ficar curvada, inclinar os ombros para a  frente,  numa  postura  meio
 corcunda, é hora de olhar mais atentamente e até mesmo procurar ajuda médica.  Esse curvamento  po-
 de ser escoliose, que tem tratamento muito mais fácil até  o  termino  do  crescimento,  por  volta  dos  18
 anos.  Na vida adulta, os casos tornam-se mais difíceis de reversão e, na maior parte dos casos, só podem
 ser resolvidos com cirurgia.  
 A escoliose é a doença mais comum adquirida na infância e adolescência, mais comum em meninas. 
 Quanto antes for diagnosticado, mais fácil é o tratamento: exercícios físicos e Reeducação Postural  Glo-
 bal (RPG), principalmente dos 11 aos 15 anos.