terça-feira, 3 de julho de 2012

Envelhecimento

 
Podemos, por definição, entender que o envelhecimento são as modificações  físicas  corporais,  fisiológi-
 cas (do funcionamento orgânico) e psicológicas resultantes da ação do tempo sobre os seres vivos.  A ve-
 lhice, portanto, seria a culminação de um processo que se inicia com a concepção.  A Organização Mun-
 dial da Saúde (OMS) dá como início da velhice a idade de 60 anos, o ancião seria o indivíduo de mais de
 80 anos e, o decrépito aquele já na nona década.  Vários fatores concorrem para  o  envelhecimento,  co-
 mo a herança genética, raça, sexo, condições ambientais e circunstâncias inerentes ao estilo de vida. 
 A definição de inicio da velhice, como dito anteriormente, segundo a OMS é aos 60 anos, mas na  verda-
 de e na prática médica do dia-a-dia, vemos que os primeiros sinais do envelhecimento começam a surgir
 por volta dos 40 anos de idade.  Mas não ocorrem apenas a perda da elasticidade da pele  ou  o  embran-
 quecimento dos cabelos.  Muitas outras mudanças ocorrem no corpo humano com o avanço da idade.
 Nem todas, no entanto, são visíveis.  Também tem-se que lembrar que os nossos órgãos e tecidos não  so-
 frem o envelhecimento ao mesmo tempo nem com a mesma intensidade: há tecidos frágeis como a pele e
 a medula óssea, que se deterioram.  Outros se mantém mais estáveis, como o fígado e o sistema  endócri-
 no (glandular), e por fim alguns são considerados como “perenes”, que é o caso do sistema  nervoso,  um
 dos últimos a se deteriorar.
 O processo de envelhecimento é um dos mais complexos fenômenos biológicos que conhecemos.  Inevita-
 velmente todos os organismos sofrem deteriorização progressiva em suas funções.  O corpo começa a so-
 frer desgaste a partir dos 30 anos de idade
O corpo começa a sofrer desgaste a partir dos 30 anos de idade.
 30 anos:  A pele – A elastina e o colágeno que dão flexibilidade estão nos  mesmos  níveis   da  juventude,
 mas a epiderme começa a se tornar mais fina e sensível.
 Ossos, olhos e ouvidos – Nenhuma alteração
 Músculos – Estão no auge da força.
 Coração – A pressão ideal de 11,5 por 7,5 tende a subir para 12 por 8.
 40 anos:  A pele – Perda de elastina e colágeno.  Rugas de expressão.
 Ossos – Perda de massa óssea de 1% a 2% ao ano é normal.
 Olhos – Primeiros sintomas de vista cansada.
 Ouvidos – Menos acuidade para sons agudos.
 Músculos – Depois dos 45 anos, perda de 1% da massa muscular por ano.
 Coração – É a idade em que a hipertensão arterial se revela em 80% dos homens com  ten-
 dência a essa doença.  Nos normais a pressão tende a subir para 12,5 por 8.
 50 anos:  Pele – Surgem manchas (melanoses) na face e nas mãos.
 Ossos – Define-se a estrutura óssea para os próximos vinte anos.  Se não houver perda por doença, os os-
 sos serão fortes até depois dos 70 anos.
Olhos – A miopia tende a ceder e a vista cansada piora.
 Ouvidos – A audição piora mesmo sem nenhuma doença.
 Músculos – A perda de 1% ao ano se acentua se a pessoa não se exercitar com pesos.
 Coração – A pressão tende a ir para 13 por 8,2.  Mas o risco de ataque cardíaco  fatal  por  entupimento


 das artérias cai em função do desenvolvimento da circulação periférica.
 60 anos:  Pele – Aumento das áreas com manchas com incidência alta de câncer de pele tratável.
 Ossos – Sem doenças especificas a ossatura estará em bom estado geral, com  algum desgaste nas juntas.
 Olhos – Vista cansada exige lentes mais fortes.
 Ouvidos – A audição perde quase totalmente  a sensibilidade para freqüências altas.
 Músculos – Além da perda de massa, músculos não usados se atrofiam.
 Coração – Diminui o volume de sangue que o coração consegue bombear.   Também  cai  o consumo  de
 oxigênio pelas células do músculo cardíaco.  

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