A
busca pelo corpo perfeito atinge tanto as mulheres quanto os homens. Só que o exagero dessa
busca
pode extrapolar os limites do corpo e
tornar-se uma doença conhecida como Vigorexia.
Na Vigorexia, a pessoa nunca está satisfeita
com sua imagem. É um transtorno que
ocorre quando o vo-
lume e a intensidade dos exercícios físicos
praticados por uma pessoa é exagerado, excedendo a
sua ca-
pacidade de recuperação e está relacionado ao
fato da pessoa ter uma imagem distorcida do seu corpo e
em alguns casos atletas que buscam sempre
melhorar o seu desempenho. A vigorexia
é classificada co-
mo um TOC (transtorno obsessivo compulsivo) e
pode colocar em risco a saúde do
indivíduo, pois ele
acaba forçando seus limites.
Esse tipo de compulsão por exercícios é um
distúrbio que atinge vários tipos
de atletas, principalmente
fisiculturistas, incluindo os corredores, e é
motivado por fatores físicos e psicológicos, pois muitas
vezes
ocorre pela pressão que a sociedade exerce
sobre como deve ser a estrutura corporal.
Para mulheres o
corpo magro é padrão e representa sua
aceitação na sociedade, enquanto que para os homens o
padrão
corresponde a músculos cada vez mais
desenvolvidos.
Um dos fatores que leva a Vigorexia é a
dependência da serotonina e endorfina,
que são substâncias ge-
radoras de bem-estar, preocupação com a massa
corporal, influência da mídia,
internalização do ideal
de forma corporal, baixa auto estima, insatisfação pelo corpo,
perfeccionismo, entre outros.
O Vigoréxico não respeita os treinos
estabelecidos pelo treinador e quer sempre fazer mais forte o ritmo
ou aumentar o volume do treino, não descansa,
não tira férias, muitas vezes não se permite
ter relações
sociais, se culpa e fica irritado quando não
consegue fazer um treino, recorre a medicamentos, suplemen-
tos e ou estimulantes.
Portadores
de Vigorexia são, em sua maioria, homens entre 18 e 35 anos, os
quais começam a
dedicar
demasiado tempo (entre 3 e 4 horas diárias) a
atividade de modelação física, resultando
em algum tipo
de prejuízo sócio-ocupacional. A idade de início mais comum do Transtorno
Dismórfico Corporal tam-
bém é no final da adolescência ou inicio da idade adulta. A média de idade está em torno dos
20 anos,
não sendo raro que o diagnóstico seja feito mais
tardiamente.
Essa doença geralmente ocorre em pessoas que
praticam musculação e também fazem fisiculturismo ao
extremo.
É importante saber que nem todas as pessoas que malham e que fazem fisiculturismo sofrem
dessa doença.
Algumas pessoas que estão em academias malhando fazem exercícios com
exagero e não
conseguem enxergar de maneira nenhuma que
estão exagerando e nem mesmo conseguem ver que estão fortes. Esses exercícios exagerados se tornam uma
obsessão e com isso a pessoa acaba ficando com Vigo-
rexia.
A vigorexia afeta de maneira tão forte que as
pessoas nem se preocupam com os danos que ela pode cau-
sar e somente se importam em ficar com
músculos grandes. A pessoa que sofre de Vigorexia
não pen-
sa somente em ter músculos avantajados, mas
também em mostrá-los todo o
tempo. Alguns sintomas
que mostram que uma pessoa esta exagerando nos
treinos são: insônia, maior
susceptibilidade a infec-
ções, dores musculares persistentes, ritmo
cardíaco elevado quando se esta parado, depressão, perda de
motivação, menor desempenho sexual que fica
bem ruim. Fique alerta a todos esses
sintomas.
A
situação pode se agravar com o uso de anabolizantes para o aumento da massa
corpórea. Pois estes
podem provocar problemas cardiovasculares,
câncer de próstata e diminuição dos testículos, etc.
Além de tais prejuízos orgânicos, os
vigoréxicos também podem apresentar sinais emocionais como sen-
sentimentos de inferioridade, desmotivação,
irritabilidade, etc.
O
desejável ao ser humano moderno é estar moderadamente preocupado com seu corpo,
sem que
essa
preocupação se converta numa obsessão. Não é saudável se submeter aos padrões
impostos pelas revis-
tas e pelas propagandas publicitárias, mas
sim, estar satisfeito consigo mesmo, valorizar-se
e aceitar-se
como é.
Assim
será evitada a escravidão aos padrões de beleza física e a busca da “perfeição”
que a sociedade
tanto divulga, fatores estes que têm
possibilidade de se converterem em autênticas
doenças emocionais,
acompanhadas de severas ansiedade, depressão,
fobias e comportamentos compulsivos.
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