terça-feira, 3 de julho de 2012

Vigorexia


 
A busca pelo corpo perfeito atinge tanto as mulheres quanto os homens.   Só que o exagero  dessa  busca
 pode extrapolar os limites do corpo e tornar-se uma doença conhecida como Vigorexia.
 Na Vigorexia, a pessoa nunca está satisfeita com sua imagem.  É um transtorno que ocorre quando o vo-
 lume e a intensidade dos exercícios físicos praticados por uma pessoa é exagerado, excedendo  a  sua  ca-
 pacidade de recuperação e está relacionado ao fato da pessoa ter uma imagem distorcida do seu corpo e
 em alguns casos atletas que buscam sempre melhorar o seu desempenho.   A vigorexia é classificada  co-
 mo um TOC (transtorno obsessivo compulsivo) e pode colocar em risco a  saúde  do  indivíduo,  pois  ele
 acaba forçando seus limites.
 Esse tipo de compulsão por exercícios é um distúrbio que atinge vários tipos  de  atletas,  principalmente
 fisiculturistas, incluindo os corredores, e é motivado por fatores físicos e psicológicos, pois  muitas  vezes
 ocorre pela pressão que a sociedade exerce sobre como deve ser a estrutura corporal.   Para mulheres  o
 corpo magro é padrão e representa sua aceitação na sociedade, enquanto que para os homens  o  padrão
 corresponde a músculos cada vez mais desenvolvidos.
 Um dos fatores que leva a Vigorexia é a dependência da serotonina  e endorfina, que são substâncias ge-
 radoras de bem-estar, preocupação com a massa corporal, influência da mídia,  internalização  do  ideal
 de forma corporal,  baixa auto estima, insatisfação pelo corpo, perfeccionismo, entre outros. 
 O Vigoréxico não respeita os treinos estabelecidos pelo treinador e quer sempre fazer mais forte o ritmo
 ou aumentar o volume do treino, não descansa, não tira férias, muitas vezes não se permite  ter  relações
 sociais, se culpa e fica irritado quando não consegue fazer um treino, recorre a medicamentos, suplemen-
 tos e ou estimulantes.  
Portadores de Vigorexia são, em sua maioria, homens entre 18 e 35 anos,  os  quais  começam  a  dedicar
 demasiado tempo (entre 3 e 4 horas diárias) a atividade de modelação física, resultando  em  algum  tipo
 de prejuízo sócio-ocupacional.  A idade de início mais comum do Transtorno Dismórfico Corporal  tam-
 bém é no final da adolescência  ou inicio da idade adulta.  A média de idade está em torno  dos   20 anos,
 não sendo raro que o diagnóstico seja feito mais tardiamente.   
 Essa doença geralmente ocorre em pessoas que praticam musculação e também fazem fisiculturismo  ao
 extremo.  É importante saber que nem todas as pessoas que malham e que fazem  fisiculturismo  sofrem
 dessa doença.  Algumas pessoas que estão em academias malhando fazem exercícios com exagero  e  não
 conseguem enxergar de maneira nenhuma que estão exagerando e nem mesmo conseguem ver que estão fortes.  Esses exercícios exagerados se tornam uma obsessão e com isso a pessoa acaba ficando com Vigo-
 rexia.
 A vigorexia afeta de maneira tão forte que as pessoas nem se preocupam com os danos que ela pode cau-
 sar e somente se importam em ficar com músculos grandes.   A pessoa que sofre de  Vigorexia  não  pen-
 sa somente em ter músculos avantajados, mas também em mostrá-los  todo  o  tempo.   Alguns  sintomas
 que mostram que uma pessoa esta exagerando nos treinos são: insônia, maior  susceptibilidade  a  infec-
 ções, dores musculares persistentes, ritmo cardíaco elevado quando se esta parado, depressão, perda  de
 motivação, menor desempenho sexual que fica bem ruim.  Fique alerta a todos esses sintomas.
 A situação pode se agravar com o uso de anabolizantes para o aumento da  massa  corpórea.   Pois  estes


 podem provocar problemas cardiovasculares, câncer de próstata e diminuição dos testículos, etc.
 Além de tais prejuízos orgânicos, os vigoréxicos também podem apresentar sinais emocionais como sen-  
 sentimentos de inferioridade, desmotivação, irritabilidade, etc.
O desejável ao ser humano moderno é estar moderadamente preocupado com  seu  corpo,  sem  que  essa
 preocupação se converta numa obsessão.  Não é saudável se submeter aos padrões impostos  pelas  revis-
 tas e pelas propagandas publicitárias, mas sim, estar satisfeito consigo mesmo,  valorizar-se  e  aceitar-se
 como é.
 Assim será evitada a escravidão aos padrões de beleza física e a busca  da  “perfeição”  que  a  sociedade
 tanto divulga, fatores estes que têm possibilidade de se converterem em autênticas  doenças  emocionais,
 acompanhadas de severas ansiedade, depressão, fobias e comportamentos compulsivos.

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